Lelo:Flora
Exposição
projeto gráfico e identidade visual
projeto gráfico e identidade visual
Na exposição Lelo:Flora, realizada na BR Arte Galeria em junho de 2026, o artista João Lelo abandonou a bidimensionalidade para buscar uma experiência mais física e espacial, onde explorou um território híbrido entre pintura, escultura e objeto, em um conjunto de esculturas em assemblagem de madeira, resultado de uma pesquisa profunda sobre a forma das plantas, não apenas em um sentido ilustrativo, mas também estrutural.
Sua produção, que até então sempre teve como tema principal a representação da fauna, agora desloca o protagonismo para o universo vegetal, que antes aparecia de forma mais secundária em seus trabalhos.
Sua produção, que até então sempre teve como tema principal a representação da fauna, agora desloca o protagonismo para o universo vegetal, que antes aparecia de forma mais secundária em seus trabalhos.
A geometria desempenha um papel central nesta série. O artista utilizou formas predominantemente curvas que se completam, se repetem e dão origem a novas formas, representando transformação e continuidade que remetem aos ritmos orgânicos das plantas. Cores fortes e texturas criadas de forma experimental fazem alusão à riqueza encontrada na natureza.
Um ponto importante do briefing era que, além de representar os conceitos da exposição, esta seria a primeira vez que João Lelo apresentaria uma exposição composta inteiramente por esculturas. Isso precisava ficar claro na comunicação, mas sem que as obras aparecessem por inteiro, mantendo a surpresa para o dia da abertura.
Para o convite principal, foram utilizadas duas obras recortadas ao centro, que se unem como se uma se transformasse na outra, representando esse conceito de transformação e continuidade. Essa solução, somada à verticalidade das informações, também faz referência a outra característica presente no trabalho do artista: a presença constante de um eixo central. O recorte da textura e a mistura de cores fortes completam a representação visual do estilo do artista.
O O é a letra que visualmente tem mais impacto no logo, muito pelo que representa. Primeiro, por ser um círculo, a forma central de todas as obras. Além disso, por uma feliz coincidência, ele está no centro da palavra e também é a letra com o som mais forte. As demais letras seguem o conceito de construção geométrica e são baseadas nas formas das próprias obras, sempre se originando do círculo. Elas também trazem essa ideia de continuidade e transformação: são como caminhos, em que uma letra termina e a outra começa. Algumas descendem da linha de base, quebrando um pouco a geometria perfeita e trazendo mais organicidade. Quando animado, o logo não segue a sequência lógica das letras. Sua construção parte de pontos diferentes e desencontrados, como plantas que nascem do solo. O movimento segue um ciclo que começa, termina e recomeça continuamente. Isso também faz referência à transformação e evolução do próprio artista.
As cores usadas em todas as peças gráficas foram escolhidas a partir das próprias obras do artista, tentando sempre, na medida do possível, respeitar as combinações utilizadas por ele.
Para o logo da exposição, foram pensadas três versões para que ele tivesse maior flexibilidade e sempre se encaixasse de forma fluida na comunicação. Essas combinações foram pensadas de forma intencional para que o Lelo: sempre se alinhasse a uma parte do Flora, dando a sensação de continuidade e unidade entre as duas partes.
Para o logo da exposição, foram pensadas três versões para que ele tivesse maior flexibilidade e sempre se encaixasse de forma fluida na comunicação. Essas combinações foram pensadas de forma intencional para que o Lelo: sempre se alinhasse a uma parte do Flora, dando a sensação de continuidade e unidade entre as duas partes.
Durante o período de divulgação da exposição, foram desenvolvidas artes gráficas para as mídias sociais, todas seguindo o conceito principal de transformação e continuidade da identidade visual, com colagens que misturam teasers das obras, recortes de textura e cores fortes vindas das próprias obras.
Os textos não serviam apenas para informar, mas também faziam parte da própria arte, integrados à composição visual.
Os textos não serviam apenas para informar, mas também faziam parte da própria arte, integrados à composição visual.
Para a exposição, também foi criado o catálogo, além de todas as peças de ambientação.